Eu me matei. Eu me matei, mas estou vivo.
O que é isto?
O que se passa?
Sinto-me cheio de amargura, desalento e dor, mas estou vivo!
Isso é o que me inculca. Jovem eu sou, bonito e forte, mas acabrunhado pela dor. Dor atroz, que não me deixa num só minuto.
Quisera descansar, dormir um pouco…
Como? Com toda essa zoeira infernal?! Faço-me de surdo, mas as vozes infernais gritam aos meus ouvidos. Assassino, assassino, assassino. Assassino, eu?
Procuro a realidade e vejo, em torno de mim, um mar de sangue. Matei aquela que eu amava e me matei!!!…Que dura realidade! Sofro, choro, grito, blasfemo.
Hoje estou aqui, para dizer aos jovens: amem-se, amem ao próximo e respeitem o livre-arbítrio de todos. Você não é dono nem de sua própria vida. Não matem, não se suicidem.
Amem a vida e sejam felizes.
Orem por nós, os suicidas!
C.C.F.A. Aju, 02/06/2008. Por: Maria Virgínia Lima Costa Alves