
Há quanto tempo!? Não sei.
É decorrido quanto tempo!?
Não sei medir. Não sei pesar. Não sei me situar. Perdi todo o controle sobre a minha pessoa.
Era jovem bonita, voluntariosa, cheia de vida.
Passeava, luxava, tinha tudo que queria.
A vida era muito boa, nada me faltava.
Mas o tédio, tomou conta de mim, apesar de tudo possuir.
Perdi a alegria de viver. Não queria sair com a minha turma, nada mais me interessava.
Sentia uma dor profunda que vinha da alma. Eu não sabia o porquê.
Jovem, atraente, porque não dizer bela, rica, mas não era mais feliz.
O desânimo e a dor, tomaram conta do meu ser.
Afastei-me dos amigos, da sociedade e comecei a afundar-me na tristeza devastadora.
- O que é isso filha? Perguntavam os meus pais apreensivos.
- Vamos ao médico, você precisa se tratar. Fui a contragosto.
Mediquei-me, diminuiu um pouco o meu sofrimento, mas eu não me tornei mais feliz.
Sempre vivia esquiva, trancada no meu quarto.
Pensamentos de ódio, desamor, suicídio. Eu imaginava que era tempo de acabar com tudo aquilo.
Meus pais, muito religiosos, traziam amigos, para fazerem preces comigo. Eu as fazia maquinalmente. Não tinha fé.
O tempo foi passando, a dor aumentando, perdi a vontade de cuidar de mim, enclausurada em um quarto.
As minhas noites eram terríveis, povoadas por pesadelos horríveis.
“Cansei-me de tudo. Vou dar cabo da minha vida. Ninguém merece tanto sofrimento”.
E assim fiz. Em uma noite chuvosa cometi o ato insano. Parti da vida, através de
excesso de remédios.
Qual não foi a minha surpresa!? Dormi para não me acordar mais e estava mais acordada do que nunca, vendo meu corpo estendido e sendo levado em um caixão, para ser enterrada. Aí começou o verdadeiro pesadelo.
Sofri, gemi, chorei, gritei, blasfemei, quando vi que estava viva, com o meu corpo se decompondo, sofrendo dores atrozes e nada podia fazer.
Os céticos sorriem e dizem que é invenção, que morrer acaba com todos os problemas.
Depois de muito sofrer fui socorrida pela “LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA” e hoje, estou aqui para dizer: Amem-se, Orem, Vigiem, Trabalhem em prol do Próximo.
Sejam úteis e saibam, que acima de tudo, somos Espíritos Imortais.
Não ao suicídio, esta porta enganosa, que leva muitos incautos a dores Milenares.
Orem por nós, os suicidas.
Adeus!
(Autor Desconhecido)
CCFA. Aracaju, 05/03/2007. Psicografado por Maria Virgínia Lima Costa Alves.