Uma mensagem de Camilo Castelo Branco.
Tema: O Suicídio
Que Deus nos abençoe a todos, dando luz e paz, porque Deus é luz, Deus é amor, Deus é paz.
Pensei que iria encontrar um descanso e encontrei muito mais trabalho, muito mais dor, muito mais desequilíbrio, muitas maiores aflições. Quem ouvir dirá: não é ele, não. Um grande escritor não vai falar de maneira tão simples assim. Isso são as nossas vaidades do mundo. Depois que a gente sofre, superlativamente, a gente vê que quem deve falar é o sentimento, é o coração. Aprendi a ser mais humilde, aprendi a me recompor de todas as formas, dos maus hábitos que eu tinha através da dor educativa, mas fui socorrido como todos sabem. Passei àquela médium excelente, que até hoje é minha amiga, o meu sofrimento e queria colocar o meu próprio nome, mas ela achou que muitos iriam se surpreender e colocou Camilo Cândido Botelho, era eu!
Nasci nas terras portuguesas de que muito me orgulho, do meu minúsculo Portugal. Mas, um dia depois de tanto sofrimento e de tantos preparativos, que só quem leu o livro compreende, tive permissão para reencarnar. Mas, como reencarnei cego, eu que não queria estar cego, não queria viver da comiseração pública, tive que retornar à terra cego, porque o tiro que eu dei afectou a minha parte óptica e vim ao mundo resgatar débitos e regressei cedo do mundo. Aqui falando a vós outros, me encontro num espaço num interregno de tempo, em que medeia entre uma encarnação e outra, como se chama na erraticidade. Mas, vim aqui sabendo que a nossa irmã irá levar essa mensagem para a terra que tanto ama, para as margens do Tejo, que eu tanto amo.
Muitos irão duvidar, é mentira, ele não falaria nessa simplicidade. Mas, depois de muitas agruras de uma reencarnação expiatória, eu me encontro fora da carne novamente, para dizer aos meus amigos (e a este jovem que acabou de dizer que se quer suicidar e que por sinal foi aluno da médium que vos fala): Não se suicidem! O suicídio é a pior ignorância que um ser humano pode fazer. Portugueses, meus compatriotas, poderão não acreditar, mas para nós o que vale é o pouco que eu possa transmitir. Não é a bagagem literária que eu possuía e que ainda está comigo, porque nós não perdemos aquilo que adquirimos, mesmo com as dores superlativas de um suicídio que estão registadas em nós, nunca perderemos a nossa bagagem intelectual e evolutiva, o que a gente adquire.
Mas só vim esta noite para dizer, creiam-me, sou eu mesmo, aquele escritor que era tão famoso nas terras portuguesas, mas que hoje compreende que a intelectualidade e fama sem espiritualidade nada vale, é um complemento, mas não é o essencial. Minha amiga que estás aqui e que vives em terras portuguesas, leva além-mar esta mensagem. Se ninguém crer, não te preocupes, o importante é que eu tive de Deus a permissão de vir aqui nas terras brasileiras que tanto amo, porque a médium da qual me utilizei para contar os meus dissabores, é genuinamente brasileira. Grande médium, da qual eu devo imensos favores, eu e tantos companheiros meus de jornada, de sofrimento e dor (Yvonne Pereira).
Que a Mãe Santíssima, a grande consoladora nos abençoe, tenha misericórdia de nós míseros suicidas e ex-suicidas que estamos galgando serenamente os degraus da escada de Jacob e resgatando ainda em algumas outras reencarnações por um momento de insensatez, de orgulho e de vaidade. Esta é a minha simples mensagem da noite, é este o pedido que eu quero fazer a todos os encarnados e desencarnados: não se suicidem jamais, porque é uma transgressão muito grande às leis de Deus.
Salvé o Brasil, salvé Portugal, a minha minúscula pátria. O Alentejo que tanto amo e tanto respeito. Salve os meus compatriotas e salvé os meus irmãos em Cristo.
Estejam na paz, muito obrigada. Que Deus abençoe a todos.
Muito obrigada pela oportunidade.
Mensagem psicofónica recebida pela médium Mª Virgínia Lima Costa Alves em 03/10/2011 na Casa de Caridade Francisco de Assis.
Aracaju – Brasil





