Sinto-me perdida, num espaço incomensurável, cheia de dor, desalentada e triste, só e abandonada. Cheia de lágrimas de dor e de grandes angústias.
Por que será que eu fiz isso?
Eu sofri muito na terra, mas agora sofro muito mais.
É a ferocidade, é o ódio, é a blasfêmia, é o desespero atroz. Quantos gritos e clamores de revolta, de desalento e alguns…, já de arrependimento.
Tudo eu tive na vida, mas perdi pela vaidade e invigilância. Hoje, choro a dor das horas perdidas, na devassidão, nos vícios que me levaram a perder a minha vida por overdose. Dizem que morri.
Será que morri?
Sinto-me mais viva do que nunca e mais infeliz, do que nunca.
O que eu fiz da minha vida?
Ó jovens, procurem viver de forma decente e feliz. Lembrem-se, Deus existe. Deus é Pai, Deus é amor, mas Deus também é justiça e misericórdia.
Passeiem, divirtam-se de forma sadia, mas não se suicidem jamais. Vou deixá-los e seguir com estes irmãos misericordiosos, que trabalham em nome de Deus, de Jesus e de Maria.
Pensem bem, vivam em paz.
Sigam as pegadas de Jesus e não se suicidem, porque o suicídio é o ato mais vil, que comete o ser humano.
Envolvi-me com maus elementos, fui pressionada e em desespero me suicidei.
Vivam a vida, de maneira decente e feliz, ó jovens da minha terra e do mundo inteiro.
Que Jesus nos ajude. Nós, os pobres suicidas.
Uma irmã que se encontra em recuperação.
Aracaju, 03/11/07 CCFA – Casa de Caridade Francisco de Assis Psicografado por Mª Virgínia L. C. Alves