Agosto 2009


Eu me matei. Eu me matei, mas estou vivo.

O que é isto?

O que se passa?

Sinto-me cheio de amargura, desalento e dor, mas estou vivo!

Isso é o que me inculca. Jovem eu sou, bonito e forte, mas acabrunhado pela dor. Dor atroz, que não me deixa num só minuto.

Quisera descansar, dormir um pouco…

Como? Com toda essa zoeira infernal?! Faço-me de surdo, mas as vozes infernais gritam aos meus ouvidos. Assassino, assassino, assassino. Assassino, eu?

Procuro a realidade e vejo, em torno de mim, um mar de sangue. Matei aquela que eu amava e me matei!!!…Que dura realidade! Sofro, choro, grito, blasfemo.

Hoje estou aqui, para dizer aos jovens: amem-se, amem ao próximo e respeitem o livre-arbítrio de todos. Você não é dono nem de sua própria vida. Não matem, não se suicidem.

Amem a vida e sejam felizes.

Orem por nós, os suicidas!

C.C.F.A. Aju, 02/06/2008. Por: Maria Virgínia Lima Costa Alves

Sinto-me perdida, num espaço incomensurável, cheia de dor, desalentada e triste, só e abandonada. Cheia de lágrimas de dor e de grandes angústias.

Por que será que eu fiz isso?

Eu sofri muito na terra, mas agora sofro muito mais.

É a ferocidade, é o ódio, é a blasfêmia, é o desespero atroz. Quantos gritos e clamores de revolta, de desalento e alguns…, já de arrependimento.

Tudo eu tive na vida, mas perdi pela vaidade e invigilância. Hoje, choro a dor das horas perdidas, na devassidão, nos vícios que me levaram a perder a minha vida por overdose. Dizem que morri.

Será que morri?

Sinto-me mais viva do que nunca e mais infeliz, do que nunca.

O que eu fiz da minha vida?

Ó jovens, procurem viver de forma decente e feliz. Lembrem-se, Deus existe. Deus é Pai, Deus é amor, mas Deus também é justiça e misericórdia.

Passeiem, divirtam-se de forma sadia, mas não se suicidem jamais. Vou deixá-los e seguir com estes irmãos misericordiosos, que trabalham em nome de Deus, de Jesus e de Maria.

Pensem bem, vivam em paz.

Sigam as pegadas de Jesus e não se suicidem, porque o suicídio é o ato mais vil, que comete o ser humano.

Envolvi-me com maus elementos, fui pressionada e em desespero me suicidei.

Vivam a vida, de maneira decente e feliz, ó jovens da minha terra e do mundo inteiro.

Que Jesus nos ajude. Nós, os pobres suicidas.

Uma irmã que se encontra em recuperação.

Aracaju, 03/11/07 CCFA – Casa de Caridade Francisco de Assis Psicografado por Mª Virgínia L. C. Alves