- A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.
- Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos a matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra.
- Mas ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final.(4)
Pelo que se observa do resumo, são estes alguns dos princípios básicos da Doutrina:
- Deus;
- Espírito ou Alma;
- Preexistência da Alma em relação à concepção;
- Imortalidade da Alma;
- Comunicabilidade dos Espíritos;
- Reencarnação
- Pluralidade dos Mundos Habitados;
- Lei de Causa e Efeito ou de Ação e Reação;
- Lei de Justiça, Amor e Caridade;
- Lei do Progresso;
- Perispírito…
Kardec, como homem de ciência, teve o cuidado de estabelecer com clareza o sentido de determinadas palavras, com isto evitando-se os prejuízos decorrentes de uma má interpretação. Assim repetindo o mestre de Lyon, fica convencionado que chamaremos alma ao princípio espiritual quando encarnado, e chamaremos espírito quando este mesmo princípio encontrar-se desencarnado.
