Junho 2008



Meus bem amados, que a paz do Divino Mestre Jesus, nos abençoe, hoje e sempre

É com imensa ternura, que estendo os meus olhos sobre estes irmãos, que se encontram, na carne.

O  mundo  é  uma  escola,  é  um  local  de  aprendizagem  para  todos  os  espíritos  que  aqui  aportam.

Depende de cada um aprender mais ou menos, de acordo com a sua evolução.

O  que  para  uns  se  afigura  triste  e  de  mau  presságio,  para  outros  é  motivo  de  alegria  e confraternização, nós somos diferentes, embora criados pelo mesmo

Pai de amor e de justiça.

O mundo está carente de amor e de paz. Paz nos corações, paz nas consciências, mais harmonia, mais tranqüilidade, enfim, mais fraternidade.

A  vida, o dom mais precioso que Deus nos deu,  está  sendo banalizada. Nada  vale. Matase por um nada. O homem está se embrutecendo. Que será de ti ó raça humana?  Pára, medita, reage é tempo de oração. Os  lares não têm paz, os seres não se respeitam, não se consideram, não têm amor. É tempode perdão e esquecimento das ofensas, mais oração e ação. Caridade uns para com os outros. Todos somos irmãos, imperfeitos, mas centelhas divinas.

O mundo clama por paz. A mãe terra está cansada de tantos desatinos, de tanta dor. Os jovens estão necessitando de orientação, estão sedentos de amor, de luz e de paz. Os lares precisam se harmonizar. As  crianças  e  os  velhos  não  são  respeitados. O  ser  humano  é  visto  como mercadoria  sem  valor. O tráfico humano, o tráfico de drogas. A banalização da vida.

O quadro é triste e desolador. O que nosconsola é vermos, que no meio de tanto desalinho,o amor ainda reage e impera por muitos corações benévolos.  O mundo,  esta  escola  redentora,  está  a  nos  exercitar  a  cada  dia.  Bem  aventurados  os mansos, os misericordiosos, os pacíficos,pois eles encontrarão a paz para os seus corações. E o que dizer dos nossos irmãos endurecidos,que se locupletam nos vícios, nas obsessões tenazes, no desamor e  na  falta  de  fé? Oremos  por  eles. Vigiai  e  orai  dissenos  o Mestre  há mais  de  2.000  anos. As  suas benditas  palavras,  ainda  ecoam  no  fluido  cósmico  universal,  como  um  cântico  de  amor  e  paz. Que vejam aqueles que tem olhos de ver.

Sabese  da  grande  necessidade  da  vigilância  nos  pensamentos,  palavras  e  ações.  Amados companheiros de jornada. Parem. Reflitam. É tempo de amar.

É  no  trabalho  profícuo  e  redentor  que  encontramos  paz,  para  os  nossos  espíritos  atribulados  e cansados de tantas quedas.

Que possamos rogar ao Pai de Amor, que nos ampare, a nós, seus filhos e nos dê a sua luz.

Muito amor, Muita Paz. Muita oração e vigilância.

Um irmão em Cristo

Aju 27/08/03 Por: Maria Virgínia Lima Costa Alves

Senhor, até quantas vezes deverei perdoar meu irmão, será até sete vezes? Pergunta Pedro e Jesus lhe
responde pacientemente não sete vezes. Mais até setenta vezes sete. Nos ensinando assim, a imensidade de
vezes, que devemos perdoar. O perdão é a mais bela atitude do ser humano.

Existem muitas maneiras de definir o perdão, porque o perdão é muitas coisas. É uma decisão, é uma
atitude, um processo e um modo  de vida. É algo que oferecemos aos outros e às vezes algo que
aceitamos.

Perdoar é uma decisão de ver além dos limites da  nossa personalidade. É a decisão de ver além dos
medos, idiossincrasias, neuroses e erros – de ver uma essência pura, não – condicionada pela nossa
história pessoal, que possui um potencial ilimitado e que sempre merece respeito e amor.

Perdoar é uma escolha de “ver a luz ao invés do abajur” escreveu o Dr. Gerald Jampolsky.

Estamos condicionados a ver a outra pessoa como estúpida ou errada, ao invés de oprimida ou assustada.

Perdoar é uma atitude que favorece olhar para uma pessoa que você pode ter julgado automaticamente e
notar que ela é mais do que apenas a pessoa “horrível” ou insensível que você vê.

“Perdoai as nossas dívidas ou ofensas,assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido… (Pai
Nosso)”.

Dizemos diariamente esta frase na maioria das vezes, apenas com os lábios, pois nada fala o coração.

Como o mundo seria cheio de paz, de amor e de justiça, se nós tivéssemos aprendido o ensinamento do
Cristo. Afinal somos todos irmãos filhos do mesmo Pai! Acabariam as desavenças, as intolerâncias, as
guerras e tantas desgraças.

Perdoar nos ensina que podemos discordar resolutamente de alguém, sem negar o nosso amor, perdoar
nos leva além dos medos e dos mecanismos de sobrevivência a que fomos condicionados, até uma certa
ousadia de visão, que nos permite adentrar num novo reino de escolha e liberdade, onde podemos
descansar das nossas batalhas. Perdoar nos leva ao lugar onde a paz não é uma estranha e nos capacita a
conhecer a nossa verdadeira força.

Os grandes relacionamentos são construídos com o perdão. O perdão permite que as armas sejam postas
de lado e que as barreiras sejam desmanteladas. O perdão nos dá a clareza para diferenciar o passado do
presente, enquanto nos dá também esperanças para o futuro.

Nós estamos aqui na terra, para amar e para levar o amor, a cada área das nossas vidas. O amor é a nossa
natureza e, quando vivemos a totalidade do nosso  ser, perdoamos e sabemos que fomos perdoados.
Quanto mais nos afastamos da realidade que fabricamos, onde criamos inimigos, e quanto mais vivemos
como realmente somos, mais nos movemos além até da necessidade de perdoar.

Escolher o amor e escolher o perdão para nós mesmos, ou para os outros, é o caminho para viver no céu
agora, na própria terra.

Por Maria Virgínia Lima Costa Alves, dos livros: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan kardec
e “O Livro do Perdão” de Robin Casarjian. Aju, 16/11/2003

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